Campos de Batalha – Querido Billy

Campos de Batalha – Querido Billy

Intensa, forte, pesada, são alguns dos adjetivos que posso usar para definir essa obra de Garth Ennis.

É a segunda HQ de Campos de Batalha, e é tão boa quanto a primeira, “As Bruxas da Noite”, e na minha opinião, melhor.

Campos de batalha – As bruxas da noite

Embora “Querido Billy” não tenha ação como “As bruxas da Noite”, ela é mais emocional, intensa, e é mais uma vez Garth Ennis escrevendo algo sério e brilhante.

A HQ começa com Carrie escrevendo uma carta. A história também ocorre durante a segunda Guerra Mundial em 1942. Mas esta história se inicia em Cingapura.

A enfermeira Carrie Sutton e outras pessoas são surpreendidas pela invasão japonesa na cidade e muitos são mortos. As mulheres (como no caso dela) são torturadas, estupradas e levadas a praia na beira do mar para serem
executadas.

Carrie Sutton por estar a frente de outra mulher, por sorte, não morre na hora e um resgate americano chega a tempo de salvá-la.


Carrie agora tenta começar uma nova vida como enfermeira ajudando feridos dos aliados na guerra, mas sem jamais esquecer o que os japoneses fizeram a ela e isso, a consome por dentro. Principalmente quando trazem japoneses para serem tratamos e usados de forma estratégica, já que estão dispostas a contar tudo que sabem para ficarem vivos.

Carrie se vê numa posição impossível de suportar, como ajudar quem fez um mal tão grande a ela? E isso faz com que ela tome uma atitude.

Entre os feridos aliados está Billy Wedgewood, que começa a tratá-la bem e ela começa a ter sentimentos por ele e é recíproco, coisa que pensou nunca mais conseguir sentir depois de tudo o que passou. 

O tempo passa e entre idas e vindas de Billy para a guerra, eles constroem um relacionamento, que teria tudo pra dar certo, se não fosse pelo intenso sentimento de rancor e vingança, que Carrie guarda dentro de si. Sentimento esse nunca compartilhado com Billy.

O que fica nítido na HQ é o trauma sofrido por Carrie, um trauma que ela não consegue superar e é esse foco da história. Conforme a trama se desenrola, talvez o leitor já passe a suspeitar do final, mas isso não atrapalha em nada a leitura e a mensagem que ela quer passar, que é a dificuldade de superar certas coisas que acontecem na vida, a dificuldade de perdoar, como certos momentos nos marcam e nos acompanham todos os dias e como é árduo seguir em frente.

Querido Billy é uma HQ intensa, com um final fortíssimo. 

A HQ é escrita por Garth Ennis, a arte de Peter Snejbjerg é maravilhosa, cores de Bob Steen, e segue um destaque para a capa de John Cassaday. 

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