É tipo Carga Pesada, mas com John Constatine, sabe? Quer dizer, com o Tião.

O primeiro volume de Helldang foi lançado durante a CCXP17. Na história, conhecemos um pouquinho da banda Helldang, que cansados de uma vida sem sucesso, decidem fazer um pacto com um demônio goético e ainda decidem que o ritual seria transmitido em um canal do Youtube. Só que as coisas não dão certo como eles esperavam.

Conhecemos nosso personagem principal, o Tião, que é como se fosse um Jonh Constatine versão brasileira que dirige um caminhão, só que mais legal que o Constatine. E mais aventureiro que Pedro e Bino.

E durante a CCXP18, a mesa mais divertida trouxe um lançamento, HellDang: Pandemônio, continuação de HellDang, que mantém o nível de qualidade do primeiro, trazendo mais informações sobre Tião e grandes expectativas para o terceiro volume.

Escrita por Airton Marinho e desenhada por Samuel Sajo, o segundo volume nos traz mais uma vez o caminhoneiro Tião, tendo de resolver um problema mal acabado que aconteceu no volume anterior (lembram da banda que resolveu fazer um pacto? Pois é.).

Tião não consegue se livrar de um demônio preso num corpo de um adolescente e pede ajuda a um amigo, Berger, que a principio se recusa a ajudar, mas Tião sabe ser bem convincente. Então, Berger diz que a única maneira de Tião livrar-se do demônio é indo para a Arena Pandemônio, local onde ocorre altas apostas em espécies de rinhas de demônios.

Nessa viagem, que é claro que não é feita de caminhão e sim através de um ritual, descobrimos mais sobre o passado de Tião, por que ele não consegue se livrar desse demônio e também agora temos uma certeza: Tião é especialista em se meter em confusão (afinal, é claro que não ia dar bom mexer com demônios – Isso é uma cilada, Tião!).

Ademais, não podemos deixar de citar as várias referências na HQ, como a paralisação dos caminhoneiros no ano passado.

Pode-se dizer que o segundo volume é mais rico em história do que o primeiro, tendo em vista que várias pontas são deixadas soltas e que podem ser exploradas no terceiro volume, principalmente a menção de um ser sobrenatural eslavo muito famosa. Além de conhecermos quem é Tião e o que ele realmente é.

Como já foi dito, Tião é o John Constantine brasileiro. Tem o jeito do brasileiro, e é importante termos o nosso próprio produto. Já imagino até um crossover de Tião e Constantine, só não sei se o Airton e o Samuel vão aceitar a proposta da DC.

Pandemônio mantém o humor sarcástico e as cenas gores do primeiro volume, utilizando-se de referências internacionais para contar uma história com protagonismo nacional. O que torna mais interessante a história é isso: utilizar-se um pouco da nossa cultura para contar uma história.

HellDang: Pandemônio é divertida, é trash, é huehueBR, e é muito bom!

Quem não conseguiu passar pela mesa do Airton e do Sajo durante a CCXP18, não deixem de passar neste ano. Além de poderem conferir outros trabalhos deles, terem um papo super rock and roll, você ainda poderá assoprar uma vela pra ela acender. É MUITO ROCK AND ROLL.

ps: se o Airton não estiver na mesa, não estranhem. Ele gosta de passear pelas outras mesas, mas você sempre vai encontrá-lo pelo Artists’ Alley.

Os dois volumes de Helldang, vocês encontram para vender na loja online da Ugra Press

Airton Marinho

É roteirista e formado pela Quanta Academia de Artes. Já publicou diversos trabalhos pela Editora Draco. Já foi premiado pelo Troféu HQ Mix, é paraibano, abomina coisas fofas e adora camisetas pretas. Instagram | Facebook

Samuel Sajo

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É formado em Designer Industrial, mas é quadrinista por amor (e maldição). É devoto da Santa Paciência, é de Taubaté e tem um pato que se chama Howard. Entrou para o mundo dos quadrinhos quando entrou para Coletivo Escapa HQ de SP e em 2014 conseguiu um emprego nos editoriais da Revista MAD. Instagram | Tumblr

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