Esses dias atrás, o pessoal da CCXP anunciou a vinda do absurdamente grande diretor M. Night Shyamalan ao evento. Eu fiquei simplesmente branco com esse anúncio, que pra mim, até agora, é o mais inesperado e fenomenal que já foi feito por aqui.

@ REUTERS/Kevork Djansezian

Se você não conhece esse nome, ou estava exilado em algum planeta bem longe da Via Láctea, o que é o mesmo que não conhecer esse diretor, eu cito alguns trabalhos: A Vila (2004), O Sexto Sentido (1999), Sinais (2002), Corpo Fechado (2000/2001 no Brasil), Fragmentado (2017), e tantos outros filmes icônicos, sendo alguns muito fenomenais, e outros nem tanto assim.

Entendeu porque esse nome é grande, e qual a importância desse cara para o cinema mundial? É um cara do naipe de Spielberg, Scorsese, Tarantino, e junto dessa “nova” safra, como o J. J. Abrams e Nolan. É claro que estamos falando de filmes que apelam mais ao público geral, e não de filmes mega aclamados pela crítica especializada em cinema, se não estaríamos falando de Alfonso Cuarón e turminha.

Com essa ressalva, temos que frisar que Shyalaman é tão grande que chegou a ser cotado como o próximo Hitchcock (o que eu acho um erro, já que os dois são tão diferentes, apesar do primeiro ter muita influência do segundo e, cá entre nós, Hitchcock é uma lenda, quase inatingível, ao menos no campo cult da 7ª arte), e tem histórias que já fizeram alegrar, entristecer, encher de esperança, estremecer, assustar, e pensar em tudo que está à nossa volta.

Eu lembro quando estava assistindo Fragmentado no cinema. Eu curti o filme do começo até a última parte do último ato, e naquele final eu pensei comigo mesmo (e se você assistiu esse filme como um suspense/terror psicológico, você vai entender): “puta que pariu, o Shyamalan ferrou o filme de novo por causa desse final. Olha lá o absurdo”, e eu já estava pronto pra levantar e ir embora quando o filme “terminou”, mas eu lembro de ter visto em algum lugar que tinha uma cena pós créditos.

E esse Diretor, gigante, tem a audácia e coragem de re-explicar o filme inteiro em pouco mais de 15 segundos, em uma cena pós créditos de não mais que um minuto, mudando completamente o sentido do filme inteiro e, consequentemente, inserindo os personagens dentro de um universo em que o final faz completo sentido e é totalmente plausível.

Isso é ser um dos mestres do cinema.

Então galera, se vocês forem na CCXP2018 e não sabem qual painel assistir, porque todos eles vão ser INSANOS esse ano, considere o bate papo sobre Glass (Vidro), a continuação de Fragmentado, que será lançado aqui no Brasil em 2019, e prestigiem uma das melhores mentes que o cinema já gerou.

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