CCXP18, que lugar maravilhoso!

Eu, com certeza, queria morar lá. A cada ano que passa, a estrutura está melhor de um modo geral, mas aqui vamos falar do melhor lugar da CCXP (o Forlani concordaria comigo) que é o Artists’ Alley, conhecido também, como o Beco dos Artistas, ou também, o AA.

CCXP18 | Emoções e um pouco do Artists' Alley

Logo de cara , neste ano, reparamos algo a mais: o Artists’ Alley contava com o patrocínio da Ford. Nas placas que ficavam em cima e ao redor do AA estava o logo da Ford e no corredor principal do Beco, havia um carro da Ford.  E particularmente, achei isso ótimo, significa que grandes marcas estão olhando para a CCXP e querem divulgar seus produtos, significando, também,  mais recurso e mais dinheiro para investir no evento.

CCXP18 | Emoções e um pouco do Artists' Alley
@ I Hate Flah

Outra coisa diferente esse ano foi que no centro do AA, o comediante Ed Gama (Castro Brothers) estava interagindo com o público e chamando alguns artistas para promover desafios. Ele perguntava ao público para falar um objeto, um animal, e outras coisas e o artista tinha que fazer um desenho com essas coisas em X tempo, era como se fosse uma mistura de improviso com se vira nos 30. Ele também mencionava a parceria com a Ford nesses momentos.

Quanto aos artistas Internacionais, nesta edição da CCXP tivemos surpresas boas e ruins. O maior destaque fica para Romitinha (que homem maravilhoso!). Consegui pegar o autografo dele durante a Spoiler Night. Ele chegou pouco depois das 18h (horário que o evento se iniciava no dia) e logo começou a dar os autógrafos (ele não estava fazendo sketch dirante a  spoiler night).

Eu queria pegar um sketch dele no outro dia, mas a fila estava muito grande todos os dias e eu não queria passar horas na fila, e mesmo que eu me ficasse na fila, não sei se conseguiria, por que os sketchs eram limitados. Durante o decorrer do evento, as filas para o Romita Jr. ocasionou um pouco de confusão, e até os seguranças tiveram que intervir e ajudar a organizar. E confesso que não tinha visto nada parecido com isso durante as duas CCXP anteriores que eu pude ir. Mas, ainda bem que não aconteceu nada demais e foi apenas uma pequena confusão.

Romitinha respeitou os horários, foi o primeiro a entrar e o ultimo sair. Eu estava andando pelo AA com a Dry no domingo, após o término do evento e fazendo nossa despedida, e devia ser umas 20:30h e ele ainda estava lá. Realmente foi algo motivador, merece ser exaltado, parabenizado e que mais aristas sigam seu exemplo. Sem dúvida alguma, Romita Jr. foi o grande destaque do AA, desde o anúncio e até a sua presença.


Ryan Smallman e Romitinha no fim do domingo

David Michelinie e Scott Lobdell foram outros dois artistas muito elogiados pela simpatia. Michelinie ainda disse que o que ele mais queria era o contato com os fãs, não estava preocupado em ganhar dinheiro.

Porém outros foram bem difíceis, não respeitando o horário, outros cobravam 50 reais por um autógrafo… Isso mesmo, 50 golpinhos por um único autógrafo.

Lee Weeks, Tom Grummett, os irmãos Sebastian e Max Fiumara, John Cassaday (outra fila grande) também foram simpáticos. Consegui autógrafo do Peter Miligan em HQ da New Pop chamada “Morte no Bronx”, ele gostou de ver uma HQ diferente, deu até uma folheada nela e me falou um pouco sobre a obra.

David Lloyd, que em termos de uma obra só foi o grande nome, desenhista e criador ao lado de Alan Moore de “V de vingança”, anunciado aos 45 do segundo tempo, não tirou foto, e não transpareceu estar muito paciente. Mas também precisamos entender que é um senhor de 68 anos que viajou direto da Inglaterra para o Brasil. O sketch dele estava barato (40 reais) e era um ótimo sketch, que não demorava pra fazer e acho até mesmo que ele já estava fazendo ele de olhos fechados. Peguei a fila dele na sexta-feira, foi outra fila que teve que ter segurança, muita gente queria vê-lo, mas no sábado e no domingo organizaram bem melhor a fila, distribuíram senha e não houve problemas. Algumas vezes ele até excedeu o limite das senhas autografando mais HQs dos fãs.

CCXP, Omelete, Ivan, Forlani, ou qualquer outro, estou esperando o Neil Gaiman vir, ok? Obrigado. (SOU FÃ, QUERO SERVICE)

Quantos os artistas nacionais, se o AA é o coração da CCXP, os brasileiros são o coração do AA. 

Passei a acompanhar o trabalho dos artistas brasileiros após a minha primeira CCXP, que foi a de 2016.
Tem muuuuuuuito artista bom, tem muuuuuuuita coisa legal, seja print, HQ, commission, botom, adesivo, chaveiro, que  da vontade de levar tudo de todo mundo.

O mais legal desse ano foi o carinho que recebemos dos artistas que já conhecíamos do ano passado, que conhecemos durante o ano, seja pelas matérias ou por compras diretamente com eles e os que conhecemos durante o evento.

Um dos que chamou a atenção foi o Guilherme Infante, o Capirotinho, a evolução dele é fantástica. Conheci ele na CCXP16 com seus prints, e na CCXP17 comprei seu primeiro livro, um print que havia acabado em 2016 e esse ano ele estava com uma mesa grande vendendo 3 livros, 2 tipos de estátua, e outras artes. Ficamos muito felizes com seu sucesso. O carinho que ele teve por nós também foi emocionante. No fim do evento, suas estátuas e dois livros se esgotaram. 

Guilherme Infante

É difícil mencionar um ou outro aqui, são muitos artistas que gostamos, Alice Monstrinho, Kaol Porfírio, Samuel Sajo e Airton Marinho, Felipe Parucci, Marcelo e Magno Costa, Paulo e Cris Eiko, Ryan Smallman, Leticia Pusti,, Cora e Marina, Matheus e Thaly, toda o pessoal que já contribuiu para as Graphics MSP, os gêmeos Gabriel Bá e Fábio Moon (que são sempre simpáticos e ficam bastante tempo atendendo os fãs). São muitos que possuem um lugar em nosso coração, e claro, terá resenhas sobre quadrinhos que compramos durante CCXP.

Alice Monstrinho

Conheci esse ano o Alexandre Tso, não sei como esse cara não está trabalhando na Marvel ou na DC. Que artista espetacular! A sua representação da  Morte de Sandman  é algo sensacional! Ele fez um sketch pra mim em meu sketchbook que é linda e eu ousaria dizer que é um dos meus sketchs favoritos. 

Também conheci o Sergio Chaves, e para esse eu tenho uma história interessante (um achado, eu diria!). Nunca tinha ouvido falar dele, não conhecia seu trabalho, não vi ninguém falar da sua HQ. Estava vendo sites de promoção na internet, até que eu vi um quadrinho com uma capa muito bonita e um titulo que me chamou a atenção, “O vazio que nos completa”, li a premissa eu já anotei o nome dele para comprar durante o evento. E ele é outro cara muito simpático. Na verdade, estou me preparando emocionalmente para começar a ler.

Sérgio Chaves

Quanto aos prints, é difícil não levar vários, nessa CCXP consegui me controlar mais. Dos que levei, além da Morte do Tso, destacaria a Capitã Marvel da Adriana Melo, a Capitã Marvel do Bräo. E o mais legal, até mesmo em adquirir representações de um mesmo personagem, é ver como cada desenho possui seu estilo, cada artista possui a sua forma de desenhar, e como cada um possui o traço característico.

Ficamos muito felizes quando passamos na mesa dos artistas, no domingo, e perguntamos como foi o evento. Muitos deles, disseram que foi ótimo, tanto pelo reconhecimento quanto pelo lado financeiro. Todos muito cansados, muitos são de outros estados e não veem a hora de descansar, e puderam descansar com o sentimento de dever cumprido.

 Kaol Porfírio e Fernanda Nia

Que a CCXP sempre possa ser parceira dos artistas nacionais, que ajude eles a divulgar seus trabalhos e a prestigiá-los. Todos nós precisamos valorizar a produção nacional, que muitas vezes, dá de 10 a 0 em um internacional. 

Por fim, mas não menos importante, na verdade, sem essas pessoas o AA não aconteceria da maneira que aconteceu: um grande parabéns para todos aqueles que compuseram o staff  do AA. 

Que pessoas maravilhosas. O carinho que recebi de todas chega a me emocionar. Sou muito grato pela ajuda, atenção, paciência, pelo excelente trabalho realizado. Muitas se lembraram de mim esse ano (por causa dos anos anteriores), outras conheci nesta edição e quero encontrar todas o ano que vem. Peço a CCXP que melhore as condições de trabalho delas também, por que elas merecem. Meu muito obrigado pela ajuda e pelo carinho, desejo tudo de bom para todo o Staff e que nos encontremos ano que vem para vivermos o épico no AA outra vez, contanto histórias, dando risada, e espero não encontrar nenhuma com a plaquinha de final da fila! 

Que em 2019, o épico possa ser maior do que já foi. Até breve, Artists’ Alley (na verdade, vamos ficar enaltecendo os artistas durante um bom tempo por aqui). 

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